Aliança, corrente, brinco, chave de carro. A vovó acha.
Orçamento na hora, pelo WhatsApp. Quanto mais rápido você chamar, maior a chance de achar.
Não tem mistério nem promessa mágica. Tem detector, paciência e conhecer a praia.
Manda mensagem dizendo o que perdeu, em que praia e mais ou menos onde estava.
Combino com você o horário que dá mais chance.
Passo o detector na faixa combinada. Se estiver lá, sai da areia e volta pra sua mão.
Com a água baixa, a faixa de areia aparece e o detector alcança o que estava embaixo do mar. Aqui embaixo está a maré de hoje em João Pessoa.
Estimativa calculada a partir de dados públicos de altura do mar para João Pessoa. Serve para se orientar, não substitui a tábua oficial da Marinha.
Um casamento salvo. Um neto com o anel do avô de volta na mão. Histórias reais de quem perdeu algo precioso na areia, e me chamou.
Todo dia eu tiro coisa da areia. Quase tudo é tampinha e prego. Mas de vez em quando é uma aliança, e do outro lado tem alguém que já tinha chorado por ela.






Eu passei anos escondendo tesouro.
Tinha um jogo chamado Geocaching, e a gente saía por aí escondendo coisa pros outros acharem. Até que me contaram que tinha gente caçando ouro na praia. Aí eu pensei: achar é melhor do que esconder.
Comprei um detector barato da China e fui. No primeiro dia, com a minha filha, a gente cavou quase um metro de areia pra desenterrar uma colher de pedreiro.
Isso foi há cinco anos. Eu tinha 65.
Meu nome é Ana, mas na praia todo mundo me chama de Vovó Caçadora.
Hoje eu saio de casa às cinco da manhã e vou ver o sol nascer varrendo a areia. Aprendi a diferença entre o canto de uma aliança e o de uma tampinha de garrafa. Já me chamaram mais de cem vezes pra achar o que a areia tinha escondido, já devolvi um anel de formatura pra um menino de oito anos e, do meu jeito, já salvei um bom número de casamentos.
Tenho 70 anos e agacho na areia sem pensar.
E eu já comecei: comprei a minha Fiorino.
Ela ainda não tem luz, não tem água e quase não tem móvel por dentro. Tem uma poltrona que vira cama e dois caixotes onde eu guardo as minhas coisas. Tudo improvisado, tudo feito às pressas pra eu já poder cair na estrada.
E eu caio. Essa Fiorino já me levou pra Brasília, pra Maragogi, pra Porto de Galinhas, pra Natal e pra um monte de lugar por aí. Eu durmo dentro dela do jeito que ela está.
O plano é transformar ela num motorhome de verdade e sair rodando o Brasil, praia por praia, com o detector no braço.
E eu não estou parada esperando acontecer. O carro já comprei, e a montagem vai indo devagar, com as minhas mãos e com as mãos de uns amigos.
Quem paga essa obra é a areia. Cada aliança que eu acho vira um pedaço dessa casa. Só que está cada vez mais difícil achar ouro.
Falta mais ou menos dez mil reais pra ela ficar pronta: as manutenções do carro, a parte elétrica, os móveis por dentro e a energia solar.
E eu não estou começando do zero. Já teve gente que mandou um Pix. Já teve gente que apareceu com madeira. Já teve gente que chegou com a ferramenta na mão e passou o dia trabalhando comigo. É por isso que eu tenho coragem de pedir: porque já tem um bocado de gente empurrando esse carro junto comigo.
Qualquer valor vira alguma coisa aqui dentro, e eu falo isso sem enfeite: vira parafuso, vira fio, vira madeira, vira tinta.
Se você mandar cinquenta reais, ajuda. Se mandar quinhentos, você banca um item inteiro e eu te conto qual foi.
Se você trabalha com alguma coisa que essa Fiorino precisa, a sua ajuda vale mais do que dinheiro.
Marcenaria e móvel. Elétrica. Energia solar. Mecânica e funilaria. Estofado. Adesivagem. Ferramenta. Material que sobrou de obra.
Já teve gente que me deu madeira e gente que me deu um dia inteiro de trabalho. Se você é dessa turma, me chama que a gente combina.
Quero ser parceiroEssa Fiorino vai rodar o litoral brasileiro com uma senhora de setenta anos caçando tesouro na praia, e tudo isso vira vídeo.
Se você quiser o nome da sua marca andando junto comigo, funciona assim: o adesivo vai na lataria e roda o Brasil comigo, e eu cito você nos vídeos que eu gravo na estrada e em cada praia por onde eu passo.
Combina com detector de metais, energia solar, camping e overland, acessório de viagem, proteção solar e turismo.
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